Archive for the ‘anti-economês’ Category

Anti-economês: Capital HUMANO…

quarta-feira, 19 dezembro 2007

Não existe capital que não seja humano.

Dinheiros (e outras coisas) quando investidos para obter lucros, juros, dividendos, rendas, são capital ou capitais. Quando usados para o gasto do indivíduo, seja ele assalariado ou capitalista, não é capital. Nenhuma conotação ética ou moral. Apenas um esforço para colocar os pingos nos is e diminuir a confusão.

 

De uns tempos para cá a expressão Capital Humano aparece com cada vez maior freqüência. Sempre equivocada. Em geral, vem associada ao investimento que é feito com educação e treinamento. O indivíduo que investe em sua qualificação, mesmo que com a única intenção de aumentar seu rendimentos, não está “aumentando seu capital humano”. O indivíduo assalariado pode aumentar seus salários pela maior qualificação. [Pode também ser demitido. Há casos em que professores contratados como Mestres escondem o recém-conquistado grau de Doutor para não serem demitidos em virtude dos maiores salários que seus empregadores teoricamente deveriam pagar-lhes (“Tiro ao Doutor – A mira no professor universitário” de Anna Gicelle Garcia Alaniz  – mas isto é conversa para outro post].

O capitalista que estuda, pode utilizar melhor seu capitais para obter maiores rendimentos. Há casos de capitalistas altamente qualificados que foram à falência em grande estilo. [Por exemplo, o Fundo de Investimentos LTMC. Tinha entre seus sócios DOIS Prêmios Nobel e um ex-presidente do FED. Criado em 1994 com o capital de US$ 4 bi em 1998 foi à falência devendo por volta de US$ 200 bi, o que foi considerado uma ameaça sistêmica às finanças americanas e internacionais… Mas, isto, também, é para outro post]

O texto acima estava escrito quando recebi o seguinte texto que é um exemplo irado de anti-economês. Está no site do grande Le Monde Diplomatique em português.

A fraude do conceito de “capital humano”
Imposto pela novilíngua contemporânea que é o discurso neoliberal, o conceito pretende convencer os trabalhadores assalariados de que cada um deles possui um “capital”: sua própria pessoa.

E por aí vai…

 

Anúncios

“…heróica e mesopotâmica campanha…” anti-economês

quarta-feira, 19 dezembro 2007

“…heróica e mesopotâmica campanha…” é a frase com que o autointitulado Macaco Simão introduz a frase do dia. É um protesto contra os termos e discursos que escondem e disfarçam a realidade, como por exemplo chamar anão de deficiente vertical.

Neste blog assumimos a heróica e mesopotâmica campanha ANTI-ECONOMÊS. Alguns economistas e seções de economia de jornais gostam de falar em “crescimento negativo” que em bom português quer dizer diminuição. Para eles não é de bom tom afirmar que a economia (ou o setor ou a empresa) diminuiu. Mais politicamente correto é dizer “cresceu negativamente”, trés chic.

Outra do anti-economês é “redução do desmatamento” (por exemplo: “Desmatamento cai, mas fica acima do esperado”). Significa que a situação continua a piorar. Só que mais devagar.

É como disse o cidadão que caiu do décimo andar ao passar pelo primeiro: “Até aqui tudo bem…”